Mandamento que apresenta um D'us ciumento

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    Antonio
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    A entrega da Torah a humanidade (Ex20:1) pode-se considerar esse evento como a maior revelação Divina de toda a Torah, realizada na presença de milhões de pessoas ao mesmo tempo (Ex19:11). Tem uma passagem nos 10 Mandamentos assim: “Não te prostrarás diante deles, nem os servirás, pois Eu sou o Eterno, teu Deus, Deus zeloso….”(Ex20:5).

    A palavra “zeloso” traduzida em português se refere a קַנָּא (qana), um adjetivo que pode ter alguns significados próximos (…ou nem tanto próximos):

    ciumento; invejoso; fanático

    dependendo do contexto, pode-se ter um significado ou outro. Usou-se zeloso, onde entendo representando a ideia de um D’us que cuida da sua amada, que tem um ciúme de sua noiva. Um D’us que traz no Seu contrato nupcial a cláusula de proibição da sua noiva adorar deidades outras (se é que elas existem!!), mas que se limite a adorar apenas a Ele. Ou seja, Ele é zeloso (ciumento) com a relação que ele tem com a sua noiva (o povo de Israel).

    Conclusão: temos um D’us ciumento e nós, por conseguinte, que fomos criados a sua imagem e semelhança (Gn1:26-27), também somos seres com sentimento intrínsico de ciúmes. Até para sermos zelosos com nossos entes queridos.

    Como esse ciúme pode ser essencial para a relação da humanidade – divindade? Como nas nossas relações o ciúme se torna uma necessidade?

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